Autor:
Omar Jorge Sabbag
Grande parte dos produtores (empresários rurais) implica em uma necessidade de estruturar, gerir, monitorar e avaliar sua produção. Neste contexto, a preocupação com a estratégia organizacional e com a eficiência no gerenciamento das operações em uma organização tem sido a máxima para geração de valor nas atividades econômicas; entretanto, ressalta-se a necessidade de construir mecanismos eficientes de gerenciamento que também sejam capazes de impulsionar as estratégias em longo prazo.
Desta forma, revela-se a importância da avaliação do ambiente em que as organizações encontram-se inseridas, assim como a determinação de estratégias compatíveis com a prospecção de cenários para a atividade, e somadas a estas, é fundamental levantar os aspectos ambientais com base em indicadores de ameaças e oportunidades, lembrando que estes, deverão estar alinhados metodicamente, a fim de tornar dinâmicos os sistemas de decisão gerenciais, principalmente no que se refere à formulação, adaptação e implementação de ações definidas pela consecução dos planos estratégicos.
Baseando-se nas iniciativas e riscos envolvidos na produção de produtos de origem vegetal ou animal, é que se revela a importância de um estudo caracterizado pelo diagnóstico e análise microambiental em atividades econômicas agropecuárias, a partir de uma avaliação organizacional que envolve as operações de produção de uma unidade produtiva, além de prospectar cenários para o desenvolvimento de estratégias para a atividade.
A administração estratégica trata-se do maior desafio para os administradores sob o argumento de que o gerenciamento das organizações passa a ser cada vez mais desafiador devido à dinâmica ambiental e velocidade das mudanças no agronegócio, o que determina a necessidade de adaptação constante às mesmas.
No intuito de diagnosticar uma empresa agropecuária, considerando suas potencialidades no gerenciamento de seus recursos internos, bem como planejar de que os eventos futuros possam estar incondizentes às oportunidades de mercado, torna-se necessária uma avaliação de seus recursos internos, considerando as principais áreas da administração, que correspondem à produção, marketing, recursos humanos e finanças.
Neste contexto, a análise SWOT - Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats) - fornece uma orientação estratégica bastante significativa, pois permite, segundo Machado (2005):
- Eliminar pontos fracos nas áreas pelas quais a empresa enfrenta ameaças graves da concorrência e tendências desfavoráveis perante o negócio;
- Compreender oportunidades descobertas a partir de seus pontos fortes;
- Corrigir pontos fracos nas áreas em que a organização vislumbra oportunidades potenciais;
- Monitorar áreas onde a organização possui pontos fortes afim de não ser surpreendida futuramente por possíveis riscos e incertezas.
Por exemplo, na área de recursos humanos, a baixa participação em cursos de capacitação por parte dos produtores rurais em uma associação ou cooperativa desequilibraria o comprometimento grupal, visando uma limitação de produção e qualidade de seus produtos ofertados; já nas finanças, quando não se tem uma previsão da rentabilidade de comercialização, pelo fato de não se ter controle de suas despesas e receitas, que são fundamentais na apuração de seus lucros e o retorno sobre seus investimentos na atividade, torna-se incapaz para reposição dos bens aplicados na infra-estrutura produtiva.
Na análise da matriz entre ambiente interno da organização (pontos fortes/fracos) e externo de mercado (oportunidades/ameaças), um diagnóstico do posicionamento poderá resultar em quatro situações distintas, como seguem:
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Fonte: www.knoow.net
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- Sobrevivência (pontos fracos X ameaças);
- Manutenção (pontos fortes X ameaças);
- Crescimento (pontos fracos X oportunidades);
- Desenvolvimento (pontos fortes X oportunidades).
Em síntese, a elaboração de um diagrama capaz de ilustrar uma capacidade de previsão competitiva torna-se uma condição singular para previsão de impactos exaustivos no setor agropecuário. Desta forma, como aponta Alday (2000), o planejamento estratégico deve ser visto como um instrumento dinâmico de gestão, que contém decisões antecipadas sobre a linha de atuação a ser seguida pela organização no cumprimento de sua missão.
Referências
ALDAY, H. E. C.
O planejamento estratégico dentro do conceito de administração estratégica. Revista FAE, Curitiba, vol. 3, n. 2, maio/ago 2000. p. 9-16.
MACHADO, R. T. M.
Estratégia e competitividade em organizações agroindustriais. Lavras: UFLA/FAEPE, 2005.