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Terra Viva
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Fonte: IEPEC
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O crescente interesse mundial pela ovinocaprinocultura brasileira tem encontrado obstáculo na falta de escala de produção. Segundo Arnaldo dos Santos Vieira Filho, presidente da Aspaco (Associação Paulista de Criadores de Ovinos) e também da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Caprinos e Ovinos, o Irã e a Líbia são os maiores interessados em fazer negócios, mas a produção é insuficiente para atendê-los. A região Nordeste tem sido o destaque nas exportações, com as vendas da Bahia para Angola e do Ceará para Cabo Verde. O veterinário Paulo Afonso Schwab, presidente da Arco (Associação Brasileira de Criadores de Ovinos) diz que o Brasil, apesar de ser líder mundial em genética ovina, sofre com a falta de organização do setor e com a ausência de políticas públicas, principalmente extensão rural. Ele afirma que as alíquotas, pelo menos no início, deveriam ser zeradas porque os produtores têm preferido o abate informal para fugir da alta tributação. E que essa informalidade não faz mercado nem garante qualidade. Dados da Aspaco indicam que o rebanho paulista de ovinos, de 1985 a 2006, cresceu 97%, saltando de 263 mil cabeças para 460 mil. E que o estado conta hoje com 11 mil propriedades em atividade. Atualmente, o maior rebanho de ovinos do mundo está na China e os maiores exportadores são Austrália e Nova Zelândia, que abastecem os EUA e a Europa.