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Entrevistas: Diversificação na produção de gado de corte
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Fonte: Caminhos da Roça

Fonte: Portal do Agronegócio
A atuação nas diferentes escalas da cadeia produtiva é a estratégia adotada pelo criador de gado de corte Vinícius Camargo Pimentel, de Monte Azul Paulista. Além da criação animal e de um abatedouro em sua fazenda São José, ele e um sócio mantêm um frigorífico. "Estamos satisfeitos com isso, pois a gente acaba ficando em todas as pontas", afirmou, durante entrevista ao programa "Caminhos da Roça".

Pimentel previu em tempo a queda no número de cabeças de gado em todo o país no fim de 2011. Com isso, investiu no confinamento de animais em seu abatedouro, planejando as vendas para janeiro. "Já prevíamos uma expectativa de falta de gado em novembro e dezembro", disse.

Confira a seguir a entrevista de Pimentel, gravada da fazenda São José.

1. O senhor trabalha com gado confinado aqui?

Vinícius Camargo Pimentel – Sim, a gente trabalha com gado confinado e, nesse momento, com fêmeas. O tempo foi de seca, o que nos prejudicou por causa dos pastos da região. Mas temos um curral, que começou porque já prevíamos falta de gado em novembro e dezembro. Então, compramos o gado e colocamos no confinamento para começar a vender em janeiro.

2. O senhor também trabalha com abatedouro?

Pimentel - Nós temos um abatedouro e um frigorífico pequeno aqui em Bebedouro. Sou eu e um sócio. Ele coloca machos do confinamento dele e a gente coloca fêmeas para completar algum pedido ou venda, caso seja preciso.

3. Qual mercado o senhor abastece?

Pimentel - A gente tem focado nas redes de casas de carnes. A maior parte dos supermercados tem comprado muitas caixas de carne desossada em frigoríficos grandes. A gente vende o boi casado, que é carne com osso, para a região de Campinas, Santa Bárbara, Americana, Indaiatuba, Rio Preto, Votuporanga e para a própria região de Bebedouro.

4. Então o senhor trabalha em todas as etapas da pecuária. Como é que é essa experiência?

Pimentel – Estamos satisfeitos com isso, pois a gente acaba ficando em todas as pontas. A gente vende sempre, sempre compra. Acaba tendo um giro. Você não erra tanto porque está sempre vendendo e se vendeu, abaixou a quantidade, mas logo depois, sobe e está vendendo de novo.

5. O futuro é promissor?

Pimentel - A gente não tem tanta oferta de gado assim, estamos com o frigorífico e na região, que não é de pecuária, porque aqui é muita cana e quase não tem pasto, mas tem bastante confinamento. A gente busca gado ali na região de Bauru. Acredito que vamos ter uma fase boa sim.

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