Procurar
IEPEC Google
Editoriais: Melhoria contínua e pró-atividade: Reconquistando mercados
 Tamanho das letras
Fonte: IEPEC

Um dos segmentos do agronegócio brasileiro que mais sofreu com a crise em 2008/09 foi a pecuária, deu a volta por cima no ano passado e estabeleceu metas ambiciosas para 2011. A elevação dos preços e a volta do aumento do consumo que marcaram 2010 anunciam um novo ciclo de expansão para o setor, que com certeza investirá pesado para manter o crescimento. Sem deixar de lado o mercado interno, os pecuaristas estão focados no externo pois querem alcançar US$ 5 bilhões em exportação em 2011 – marca atingida em 2008, mas perdida no ano seguinte.

O presente momento é muito favorável a conquista dos mercados que se perderam durante a crise, segundo os especialistas, isso devido ao Brasil ser o principal país a ocupar o espaço deixado pela Argentina no mercado internacional. A Argentina vem reduzindo drasticamente os seus embarques nos últimos anos.
Fonte: Divulgação

Além é claro das políticas públicas que podem interferir de forma determinante no sucesso das atividades, tanto no que diz respeito ao mercado interno quanto a exportações, existem outros fatores que são muito importantes para o sucesso da pecuária, como o aperfeiçoamento constante na busca do aumento da qualidade, tanto dos produtos quanto dos processos.

A melhoria da qualidade é a abordagem sistemática, coordenada e baseada em prioridades relacionadas à melhoria das normas de desempenho e à redução dos custos em todas as funções da organização, no contexto seriam as fazendas.

A melhoria da qualidade é basicamente olhar pro futuro, procurando atingir elevados e significativos níveis de desempenho, através da identificação e solução de problemas da qualidade. O cliente (interno e externo) deve ser sempre observado. As principais fases para a melhoria da qualidade são:
  • Definir a política, os objetivos e as estratégias de qualidade da organização;
  • Desenvolver um plano anual de ação para a melhoria da qualidade;
  • Criar e capacitar equipes para trabalhar sobre os problemas estratégicos vitais.
Para tanto surge um termo as vezes não tão fácil de encontrar como adjetivo nas pessoas, este termo é “proatividade”, o colaborador que tem esta característica não atua de forma intempestiva; ele se antecipa às causas, de forma a prevenir efeitos indesejados. Ser proativo é ter a capacidade ou a competência para se antecipar ou prevenir futuros problemas. Por exemplo, o agricultor proativo estuda os efeitos dos fenômenos el niño e la niña em sua região, antes selecionar o que e quando plantar; enquanto o agricultor reativo é surpreendido pelos fenômenos meteorológicos decorrentes (muitos não sabem do que se trata!).

Olhando de forma mais abangente, considerando agora a organização proativa, podemos dizer que é aquela que não apenas acompanha simplesmente o desenvolvimento natural, mas que se antecipa às transformações do cenário produtivo da sua época e se capacita para surpreender os integrantes da cadeia de fornecimento com produtos (bens tangíveis, serviços e informações processadas) que encantam e fidelizam a todos. Uma organização proativa, pública ou privada, jamais se surpreende com as mudanças bruscas de panoramas, pois adquire a condição de se antecipar às adversidades do mercado. Conforme estabelece a FNQ, a organização proativa é aquela que: “planeja suas atividades e documenta seus procedimentos; capacita seu pessoal para executar as tarefas dentro dos padrões estabelecidos; possui programas para prevenção de problemas e para eliminar ou reduzir o impacto de suas atividades e produtos na sociedade e nos ecossistemas; antecipa as demandas dos clientes e das outras partes interessadas”. O insucesso persegue as organizações alheias ao seu tempo.

Assim sendo, neste início de ano devemos ter em mente a importância da busca pela melhoria contínua e o valor de sermos pró-ativos nos nossos trabalhos, com certeza a pecuária brasileira sairá ganhando, assim como os seus clientes no mercado nacional e internacional.


Um abraço,
João Gabriel Dourado Ferriani Branco






João Gabriel é formado em Engenharia Sanitária e Ambiental pela Universidade Federal de Santa Catarina.
Atualmente, é presidente do Instituto de Estudos Pecuários.
Qualifique
Escolha o número de estrelas para qualificar o editorial:
 

Você ainda não votou, média atual 4.5, número de votos 2.
Comentários
Nenhum comentário cadastrado.
-
Ir para página de 0

Envie seu comentário,


Monitorar os comentários

Selecionando a caixa abaixo você poderá monitorar os comentários, ou seja, receberá no seu e-mail uma notificação toda vez que alguém inserir um novo comentário. (Esta funcionalidade é somente para usuários cadastrados no sistema, clique aqui para entrar)

Receber notificação de novos comentários:
ENQUETE
Como você obtém a ração adequada para as condições do seu rebanho?
Utilizo softwares de formulação
Contrato uma empresa de consultoria em nutrição

Tire dúvidas e inscreva-se por telefone:



Faça contato pelo skype:



GALERIA DE FOTOS:


Veja mais fotos e envie as suas!
Privacidade : Mapa do site : Programa de Afiliados : Serviços
Cursos | Palestras | Softwares | Notícias | Artigos | Entrevistas | Audiocasts | Chat | Fórum | Usuários | Currículos
Copyright © 2008-2012 IEPEC - O portal do agroconhecimento