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Portal do Agronegócio
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A rastreabilidade permite capturar, armazenar e relacionar desde o provedor de insumos e matérias-primas, produtores, cooperativas singulares, até as unidades industriais, a logística e o transporte, as unidades de venda e os consumidores. Um fluxo com registro, identificação e transmissão de informações permite conhecer a procedência, o produto e sua localização. Trata-se de um monitoramento seguro e completo com registro dos estabelecimentos, das movimentações e das operações, obedecendo normas internacionais.
Entrevistado: Clever Pirola Ávila
Presidente da Associação Catarinense de Avicultura (ACAV)
1. Como está o projeto de evolução tecnológica do sistema de rastreabilidade para a cadeia produtiva de proteína animal?
Clever Pirola Ávila: A agroindústria catarinense já possui rastreabilidade da sua cadeia produtiva e por isso a qualquer momento podemos afirmar com precisão o que compõe o produto e em que momento foi aplicado qualquer ingrediente que foi usado na cadeia. Estamos, com a coordenação da Fapesc (Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de SC), desenhando um salto tecnológico para o sistema de rastreabilidade – do produtor, passando para agroindústria e chegando até o destino final do produto.
2. Quando deve iniciar e ser concluído?
CPA: O processo de debate tecnológico – envolvendo universidades e empresas de ponta na área tecnológica catarinenses – já iniciou. O novo sistema tecnológico será modulado e, portanto, teremos implantações operando dentro de um ano e os módulos finais em três anos.
3. Quais as empresas que participarão?
CPA: Sendo um sistema estadual conectado a base de dados da União federal, o que ocorre é a rastreabilidade de todo o ciclo produtivo, envolvendo produtores empresários rurais, agroindústrias em geral e entidades governamentais do Estado de Santa Catarina e da Federação.
4. Quantos produtores em quantos municípios serão envolvidos?
CPA: Todos os municípios que tiverem atividades produtivas para proteína animal estão envolvidos. Milhares de estabelecimentos rurais com milhares de criatórios de aves, suínos e bovinos. A rastreabilidade atinge todas as atividades produtivas em proteína animal.
5. Qual a metodologia é adotada? Haverá indexação por animal, por lote, ou por propriedade rural?
CPA: Dependendo da proteína animal há uma metodologia específica já aplicada – alguns são individuais e outros por lote.
6. Qual deve ser o investimento total das empresas nesse processo?
CPA: Os investimentos serão em conjunto,com recursos da iniciativa privada e do Estado de Santa Catarina.
7. Os mercados já estão exigindo a rastreabilidade?
CPA: Rastreabilidade é aplicada na nossa cadeia produtiva há mais de uma década, e é usada na produção – independente de mercados. O que estamos fazendo é uma evolução tecnológica baseada em tecnologias já disponíveis e aplicadas.
8. Isso representará conquista de novos mercados, segurança sanitária ou apenas aumento do controle das diversas fases de produção?
CPA: Isso representa mais uma diferenciação de nosso Estado em inovação e pioneirismo no Brasil, o que já se tornou uma prática neste campo.